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	<title>Jornal Arquitectos &#187; Notícias J-A</title>
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		<title>EDITORIAL</title>
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		<pubDate>Mon, 04 May 2015 08:00:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>edit</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias J-A]]></category>
		<category><![CDATA[252]]></category>

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		<description><![CDATA[AINDA CÁ ESTAMOS. “Como vai essa crise?” À pergunta para a qual já poucos têm paciência, a nossa resposta é: “Ainda cá estamos.” Com este número do J–A, completa-se a série de sete números que, como resultado de um concurso aberto aos membros da Ordem, nos foi confiada no final de 2012. Renovámos a estratégia editorial da revista e demonstrámos que, adequando os meios de produção às expectativas, o J–A não é um encargo financeiro relevante para a Ordem, sendo capaz de estimular confrontos saudáveis e de dar corpo a debates necessários.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><b>AINDA CÁ ESTAMOS</b></p>
<p>“Como vai essa crise?” À pergunta para a qual já poucos têm paciência, a nossa resposta é: “Ainda cá estamos.” Com este número do J–A, completa-se a série de sete números que, como resultado de um concurso aberto aos membros da Ordem, nos foi confiada no final de 2012. Renovámos a estratégia editorial da revista e demonstrámos que, adequando os meios de produção às expectativas, o J–A não é um encargo financeiro relevante para a Ordem, sendo capaz de estimular confrontos saudáveis e de dar corpo a debates necessários. Interrogar a prática da arquitectura, os seus contextos políticos e construtivos, permite alimentar o pensamento sobre os modos como a arquitectura actua na transformação física, económica, social e cultural da nossa sociedade. Uma profissão que pensa corre menos riscos de ser arrastada pela maré tecnocrática e de se tornar irrelevante. Como escreveu um colega estrangeiro, “a redundância é o derradeiro ponto de fuga da arquitectura global”. Hoje, como sempre, a arquitectura está sujeita a pressões complexas. Para operar no campo aberto em que se inscreve, precisa constantemente de renovar a sua própria substância, aprender com os seus erros e compreender as suas virtudes. Foi com esse fito que construímos esta série do J–A, e podemos afirmar: “Ainda cá estamos.”</p>
<p>Perante a escassez de encomenda de projecto, os arquitectos, quando não foram forçados a emigrar, encontraram outras formas de ocupação profissional. Se muitas dessas formas não estão directamente relacionadas com a sua formação de base, outras dão a ver como e quanto este modo de conhecimento pode contribuir para a organização e o progresso da sociedade. A reportagem deste J–A é um retrato dessas profissões e permite compreender melhor a fisionomia de uma cultura disciplinar – como se expande e mobiliza um saber para múltiplas frentes de actuação. Mais do que a enésima apologia do empreendedorismo, este panorama de pessoas e seus respectivos perfis dá conta de um quadro laboral mais amplo e dinâmico em que pode haver lugar para todos. Apesar de tudo, a arquitectura continua a ser um universo de muitas e variadas possibilidades de vida.</p>
<p>Se os arquitectos não se cingem à produção do projecto, os modos como o produzem são determinantes na organização da cadeia produtiva da construção. O ataque ao seu papel como coordenadores de projecto não é uma simples disputa corporativa, é, isso sim, uma forma de desregulação do mercado de trabalho e de eliminação de agentes capazes de garantir a mediação entre os diferentes actores envolvidos na produção do espaço construído. É, também, sintoma de uma progressiva sectorização das lógicas laborais, que questiona a vocação holística da arquitectura. Hoje, entre as novas formas de exercício da profissão e o desgaste mediático do <i>star system</i>, tende a confundir-se a possibilidade de estratégias cuja eficiência a curto prazo preenche os requisitos de uma aparente mobilização social, com a relevância estrutural que a arquitectura pode ter na organização social do trabalho, com ou sem política de autores. São, obviamente, os ossos do ofício. Neste cenário, fracturado e aparentemente confuso, a primeira escolha no percurso profissional é uma escolha pessoal e, por isso mesmo, de natureza moral. A partir dela, as respostas ao problema são as mais diversas.</p>
<p>A redescoberta de estruturas profissionais alternativas, da oficina corporativa à rebeldia interactiva, está a trazer à arquitectura novos caminhos e estratégias que valorizam e consolidam uma profissão mais abrangente, com mais frentes de actuação, mais saídas profissionais e maior capacidade de contribuir para a melhoria das nossas condições de vida e cidadania. Contudo, essa expansão não deve descurar as âncoras culturais que tanto custou conquistar. Se, hoje, a arquitectura é o que é, é-o graças a vários séculos de conflitos nas margens da sua cultura disciplinar e recorte social. Esses conflitos nunca se extinguirão. Sem tomar a parte pelo todo, é necessário construir uma profissão mais plural, e, estando na charneira entre as artes e as ciências, desenvolver uma consciência de classe capaz de nortear uma actuação de inteligência crítica quanto à construção do real. Ou, tão simplesmente, sentido de responsabilidade.</p>
<p>Ao longo dos sete números em que esta equipa editorial conduziu os destinos do J–A, procurámos dar corpo ao debate sobre os caminhos que hoje se estão delinear, construindo uma revista de tendência em que a dimensão autoral, profissional e operativa da arquitectura se consubstancia em acções de arquitectos, com nome próprio e acções responsáveis. A pluralidade da profissão não se pode confundir com a desresponsabilização dos indivíduos em função de forças maiores cuja proveniência se ignora. Afinal, a dimensão colectiva da arquitectura corresponde à dimensão colectiva da nossa vida. Num tempo em que se questiona a sobrevivência da arquitectura tal como a conhecemos, não nos podemos esquecer de que “ainda cá estamos”.</p>
<p><b>A Direcção do J–A</b></p>
<p>Este texto foi publicado no J-A 252, Jan–Abr 2015.</p>
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		<title>EDITORIAL</title>
		<link>http://arquivo2.jornalarquitectos.pt/editorial-9/</link>
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		<pubDate>Wed, 28 Jan 2015 09:57:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>edit</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias J-A]]></category>
		<category><![CDATA[251]]></category>

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		<description><![CDATA[A mudança sociológica que a arquitectura portuguesa viveu nos últimos vinte e cinco anos merece um balanço. Nem os arquitectos continuam a ser uma classe à parte no panorama das profissões – senhores de meia-idade, incompreendidos e marginalizados –, nem o contexto socioeconómico do país é propenso à retoma da indústria da construção. Uma vez ultrapassada a barreira dos vinte mil arquitectos, a proliferação de escolas de arquitectura parece ter acabado.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><b>O FIO DA NAVALHA</b></p>
<p>A mudança sociológica que a arquitectura portuguesa viveu nos últimos vinte e cinco anos merece um balanço. Nem os arquitectos continuam a ser uma classe à parte no panorama das profissões – senhores de meia-idade, incompreendidos e marginalizados –, nem o contexto socioeconómico do país é propenso à retoma da indústria da construção. Uma vez ultrapassada a barreira dos vinte mil arquitectos, a proliferação de escolas de arquitectura parece ter acabado. O resultado da abertura da profissão não foi apenas a desvalorização do trabalho, foi, também, a banalização da arquitectura e dos arquitectos. É estranho pensar que, em cada quinhentos portugueses, um deles tem formação em arquitectura; e que, tendo em conta o envelhecimento da população, a maioria se encontra do lado da população activa. O resultado, aparentemente inevitável, é a famigerada emigração, talvez positiva em alguns casos específicos, mas profundamente negativa e prejudicial se encarada como fenómeno colectivo. Mas há quem resista, e Portugal ainda não é apenas um país de turistas. O que fazem, e o que podem fazer, os arquitectos portugueses?</p>
<p>Uma das respostas é o trabalho de manutenção e reabilitação do património. Os artigos da secção crítica abordam exemplos dessa tarefa infinita. O acompanhamento minucioso de obras de restauro exige ferramentas conceptuais que dêem resposta. Metabolismo, imaginação, destruição, narrativa, tecnologia e, até, o inconsciente são conceitos que podem guiar o desenvolvimento do projecto, articulando as acções da construção com os desejos e as condições de execução. Para além da forma e das soluções técnicas, reabilitar exige um modo de pensar que renova os limites do fazer dos arquitectos.</p>
<p>Essa dimensão experimental atravessa todos os artigos, desde o risco e as virtudes da exportação, aos trabalhos menos convencionais dos festivais de Verão, ou ainda às experiências tecnológicas no domínio da habitação. Estes trabalhos dão-nos conta de que há um mundo novo por construir, e que os arquitectos continuam a ter um papel preponderante na imaginação e descoberta desse mundo, seja do ponto de vista da organização do trabalho, seja pela inovação tecnológica, seja pela articulação da tecnologia com recursos ambientais, técnicas de construção tradicionais ou modelos culturais alternativos, seja, ainda, pela exploração de soluções formais capazes de conferir carga simbólica ao labor da construção.</p>
<p>Das intervenções em situações sociais periclitantes, ao debate sobre a participação pública; do envolvimento dos arquitectos e processos de gestão e administração pública, aos progressos nas tecnologias digitais, não faltam frentes de trabalho que nos dão matéria de reflexão sobre a expansão do campo profissional e disciplinar.</p>
<p>Talvez seja essa expansão, aliada ao carácter generalista do ensino da arquitectura, que explica a relativa resistência dos cursos de arquitectura num momento em que se assiste à falência generalizada dos cursos de engenharia. A tese falaciosa de engenheiros pragmáticos contra arquitectos sonhadores continua, há séculos, a aguardar confirmação. Para explicar a sobrevivência do ensino de arquitectura é mais plausível considerar a abrangência de competências adquiridas e a diversidade de saídas profissionais do que acreditar na ingenuidade dos estudantes. Em qualquer dos casos, este retrato traz-nos dados muito relevantes: confirma-se o decréscimo acentuado do número de estudantes; e o facto de dois terços dos alunos frequentarem o ensino público. No que ao futuro diz respeito, a reportagem deste J–A desmente a responsabilização da sobrecarga de formação que tem sido imputada ao ensino privado.</p>
<p>De qualquer modo, a imagem que transparece das instituições de ensino é de um certo imobilismo. A confiança no ensino generalista ao nível do mestrado integrado e na especialização em pós-graduações (que, pela insistência e dimensão dos programas doutorais, parecem confundir investigação com formação avançada), bem como a indefinição dos sistemas de financiamento do ensino (através da investigação), estão a gerar uma certa baralhação entre a orientação da formação (ainda herdeira de modelos profissionais do século XX) e a transformação sociológica que está a ocorrer na prática profissional. Quais as expectativas dos futuros arquitectos? Porque não são os estudantes a liderar o debate sobre os caminhos da prática profissional e da cultura disciplinar? Porque é que as escolas de arquitectura parecem estar adormecidas?</p>
<p>Os arquitectos e a arquitectura estão no fio da navalha. Por entre os estilhaços da crise não faltam sinais de vitalidade que auguram um futuro promissor, mas há que continuar a expandir a cultura arquitectónica para evitar que a profissão se transforme numa banalidade dispensável.</p>
<p>A Direcção do J–A</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Este texto foi publicado no J-A 251, Set — Dez 2014.</p>
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		<title>EDITORIAL</title>
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		<pubDate>Wed, 01 Oct 2014 08:00:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>edit</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias J-A]]></category>
		<category><![CDATA[250]]></category>

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		<description><![CDATA[Como se processa a transformação das formas urbanas e do território? A arquitectura integra um sistema de relações complexo, em que a sua expressão construída é como a ponta de um icebergue: não só é difícil aferir a sua escala, como a maior parte da sua massa está submersa.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><b><a href="http://arquivo2.jornalarquitectos.pt/wp-content/uploads/00-editorial_edit.jpg"><img class="alignnone  wp-image-2375" alt="Nova sede da EDP em construção. Fotografia de Nuno Cera." src="http://arquivo2.jornalarquitectos.pt/wp-content/uploads/00-editorial_edit.jpg" width="700" height="507" /></a>A PONTA DO ICEBERGUE</b></p>
<p>Como se processa a transformação das formas urbanas e do território? A arquitectura integra um sistema de relações complexo, em que a sua expressão construída é como a ponta de um icebergue: não só é difícil aferir a sua escala, como a maior parte da sua massa está submersa. O processo de transformação em que a arquitectura se inscreve tem um conjunto alargado de actores; por razões históricas, o arquitecto tende a ser protagonista desse processo, chamando a si a responsabilidade de articular possibilidades, saberes, competências e desejos. Há dois planos que configuram esse protagonismo: a organização da construção e a gestão do seu carácter simbólico. Se algo houve que os arquitectos do <i>star system </i>do final do século xx nos ensinaram (ao contrário dos arquitectos visionários do passado) foi que um projecto pode valer mais do que uma obra. A mobilização do capital simbólico do projecto, particularmente através da fluidez dos <i>media </i>contemporâneos, é um instrumento poderoso (e falível), capaz de intervir neste sistema de relações. Apesar da profundidade (muitas vezes oculta) dos valores que pode convocar, a expressão simbólica da arquitectura tende a ser apreendida à superfície, no fulgor das imagens e dos <i>soundbytes </i>mediáticos. Contudo, essa mobilização simbólica só existe em função de uma dimensão organizativa, que terá ficado submersa no mar da competência técnica. A ponta do icebergue não é só uma metáfora poética – a tonelagem naval que jaz no fundo dos oceanos que o diga.</p>
<p>Este intróito visa pensar sobre a ocupação do espaço público – seja ele mediático ou físico – por um conjunto de “novas práticas” e de arquitectos com um “novo perfil”, que, por várias razões, chamam a si a competência e a capacidade de uma organização “mais democrática” do território. No sistema de planeamento, trata-se do debate já longo entre os processos <i>bottom-up </i>e <i>top-down</i>, em que se hesita sobre a ordem hierárquica das decisões, entre o poder popular e o poder das elites. Se há facto que hoje é evidente é que as elites são cada vez mais poderosas, variando apenas – da nobreza à finança – a sua natureza social e cultural. Por outro lado, estão já estabilizados os sistemas de uma democracia tecnocrática que parecem ter esvaziado o sentido político e o potencial cultural da técnica. Eventualmente, o paradoxo torna-se claro: dinâmicas marginais com capacidade organizativa reclamam para si a liderança e o exclusivo moral sobre os sentidos da transformação do território. Estas “dinâmicas marginais” tanto se aplicam ao abuso de poder por indivíduos e instituições do topo hierárquico (com meios de persuasão e legitimação instituídos), como à conquista de poder por grupos de organização circunstancial (capazes de mediatizar e legitimar publicamente as suas aspirações). O sistema de planeamento, sobretudo num tempo de instabilidade económica que exige “agarrar as oportunidades”, parece encurralado entre estes dois pólos, <i>bottom-up </i>ou <i>top-down</i>. O que pensar destas contradições? Talvez que, apesar do risco demiúrgico (e dos equívocos técnicos) dos planos, não podemos abdicar de uma ambição maior sobre o espaço construído da sociedade.</p>
<p>Neste número do J–A, o debate sobre os processos de transformação do território ganha substância entre a dicotomia expressa no ensaio sobre o “efémero” e a conversa sobre as funções das instituições municipais. Aparentemente numa situação frágil, a arquitectura “efémera” é tida como um instrumento poderoso para o envolvimento social e para a legitimação de processos partindo da microescala e de grupos de interesse específicos. Por outro lado, partindo de uma perspectiva de autoridade, o sistema de planeamento oferece um modelo estabilizado de gestão territorial, que, supostamente, deveria ser garante de um equilíbrio democrático. Notícias de Sevilha mostram-nos que o conflito está aberto, o diálogo entre o “micro” e o “macro” está longe de ser fluido. O icebergue da arquitectura navega à deriva nesta encruzilhada. Felizmente, como se procura demonstrar nas páginas deste jornal, os arquitectos continuam a fazer arquitectura, a construir, a gerar capital simbólico e a oferecer respostas técnicas e construtivas eficazes e significantes, apesar de todos os paradoxos.</p>
<p><b>A Direcção do J–A</b></p>
<p>Este texto foi publicado no J-A 250, Mai — Ago 2014.</p>
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		<title>Editorial</title>
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		<pubDate>Mon, 24 Mar 2014 12:19:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>edit</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias J-A]]></category>
		<category><![CDATA[249 @pt-pt]]></category>

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		<description><![CDATA[O que faz um arquitecto num lugar onde tudo está construído? O excesso de equipamentos e de habitações coloca vários desafios aos profissionais da construção em Portugal. Faz sentido continuar a construir? Esta dúvida explica, em parte, o interesse crescente por áreas da prática da arquitectura que exploram territórios menos convencionais. Instados a encontrar alternativas de trabalho, os arquitectos procuram valores alternativos a partir da sua forma específica de conhecer o mundo. Dessa procura resultam novos critérios de actuação e novas estratégias. ]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://arquivo2.jornalarquitectos.pt/wp-content/uploads/ja249_site_00_editorial_700px.jpg"><img class="alignnone  wp-image-1835" alt="Burel Factory. Fotografia de Nuno Cera para o artigo &quot;A Escolha da Serra&quot; J-A 249" src="http://arquivo2.jornalarquitectos.pt/wp-content/uploads/ja249_site_00_editorial_700px.jpg" width="700" height="537" /><br />
</a><b>CONSTRUIR, É PRECISO</b></p>
<p>O que faz um arquitecto num lugar onde tudo está construído? O excesso de equipamentos e de habitações coloca vários desafios aos profissionais da construção em Portugal. Faz sentido continuar a construir? Esta dúvida explica, em parte, o interesse crescente por áreas da prática da arquitectura que exploram territórios menos convencionais. Instados a encontrar alternativas de trabalho, os arquitectos procuram valores alternativos a partir da sua forma específica de conhecer o mundo. Dessa procura resultam novos critérios de actuação e novas estratégias. Resulta, enfim, uma dimensão crítica fundamental para expandir – constantemente – a disciplina e a cultura arquitectónicas. É essa dimensão crítica que permite afirmar a utilidade da arquitectura, mesmo num lugar onde tudo está construído. Na verdade, é sempre preciso continuar a construir, porque a sociedade está sempre em construção. E é preciso construir melhor, em prol de razões melhores, para dar resposta a necessidades melhores.</p>
<p>Perante esta evidência, um primeiro aspecto a ter em conta é o conhecimento que a arquitectura vai acumulando como reserva de saber. Mesmo quando parece não haver nada para construir, importa levantar problemas, questionar modelos antigos, demolir e fazer outra vez, de outra maneira, melhor. É necessário construir para que os saberes da construção não se percam. Se não houver condições para isso, é preciso continuar a trabalhar para essa possibilidade. Continuar a exercitar a disciplina com vista à sua acção prática. Se essa acção não acontecer hoje, aqui e agora, pode vir a acontecer noutro lugar, ou noutro tempo. O segundo aspecto a ter em conta é que a realidade está em contínua transformação. O tempo continua a correr e faz sentir o seu efeito sobre as coisas, até que estas chegam ao fim. Tudo muda. Perante essa mudança constante, o saber do arquitecto é operativo em quase todos os momentos. Sem ele, não é verdadeiramente possível imaginar como se deve construir aquilo que precisa de ser feito.</p>
<p>Neste número do J–A, vários artigos dão conta disso. Os correspondentes trazem-nos notícias de terras onde ainda se constrói com confiança. Até em Veneza, um lugar à parte e supostamente congelado no seu próprio passado. Os dramas, desafios e contradições que os arquitectos encontram noutros lugares não são assim tão distintos dos problemas que enfrentamos em Portugal. O que é diferente é o contexto, a precariedade, as instituições e os cenários políticos em que os arquitectos, e a arquitectura, se movimentam. Um assunto, porém, está muito presente: a cidade, e o seu destino, um tema sobre o qual esta disciplina continua a ter uma palavra importante. Sendo uma forma de conhecimento, a arquitectura deve compreender a realidade urbana. Como aqui se diz, “porque a cidade é tão complexa e difícil de entender, este é o momento para os arquitectos dedicarem mais tempo a essa tarefa e não desistirem”. A cidade é, cada vez mais, o palco da sociedade e das suas mudanças – mesmo quando são violentas, como na demolição das Torres do Aleixo, no Porto. Compete aos arquitectos entender estes acontecimentos, até ao fim. E, em nome da cidade e de quem vive nela, aqui fazemos isso, com uma perspectiva que difere da “versão oficial” dos factos.</p>
<p>Os constrangimentos da produção actual implicam o regresso a escalas de trabalho que nunca saíram do raio de acção do arquitecto, nomeadamente a habitação unifamiliar. Construída ou por construir, a casa sempre foi um território de experimentação. Em plena recessão da encomenda privada, a vontade de fazer uma casa continua a ser um acto fundador. No seu plano mais restrito, os arquitectos fazem aquilo que talvez saibam fazer melhor: arquitectura. O J–A apresenta dois destes exemplos, ambos nos Açores. A manipulação formal e construtiva dos espaços, assim como o manuseamento da história e da cultura disciplinar, são ferramentas do ofício. É a destreza do seu uso que permite aos arquitectos agir com acutilância em cenários mais complexos, com interesses contraditórios e geometrias financeiras instáveis. Deste modo, a arquitectura também pode ser um instrumento ao serviço de negócios rentáveis, como a recuperação de uma técnica têxtil tradicional. Na serra da Estrela, empresários e arquitectos urdiram juntos a vontade partilhada de produzir qualidade, trabalho e – porque não? – riqueza. Precisamos dela, e de uma riqueza mais justa. A arquitectura contribui para isso e pode, e deve, contribuir para mais, e melhor.</p>
<p>Demolir, não demolir? Construir, não construir? Está tudo por fazer.</p>
<p><b>A direcção do J–A</b></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Este texto foi publicado no J-A 249, Jan — Abr 2014.</p>
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		<title>Galerias de imagem</title>
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		<pubDate>Thu, 04 Jul 2013 15:07:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>andre</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias J-A]]></category>

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		<description><![CDATA[Em colaboração com o jornal Público, está a ser publicada regularmente uma galeria de imagens em que alguns projectos nacionais e estrangeiros dão conta, a um público vasto, de obras construídas que desafiam os caminhos da arquitectura contemporânea. Para o Público é uma forma de aceder]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Em colaboração com o jornal Público, está a ser publicada regularmente uma galeria de imagens em que alguns projectos nacionais e estrangeiros dão conta, a um público vasto, de obras construídas que desafiam os caminhos da arquitectura contemporânea.</p>
<p>Para o Público é uma forma de aceder a conteúdos que habitualmente se escondem em domínios de especialidade, para o J-A um espaço para alargar os espaços de apresentação e debate da arquitectura, valorizando os seus aspectos positivos.</p>
<p>A primeira fotogaleria foi publicada em Junho com o título <a href="http://www.publico.pt/multimedia/fotogaleria/um-estadio-entre-as-fabricas-321295#/0" target="_blank">Um estádio entre fábricas</a> e referia-se ao artigo <a href="http://arquivo2.jornalarquitectos.pt/muda-aos-5-acaba-aos-10/" target="_blank">Muda aos 5, acaba aos 10</a>, um projecto dos Comoco.</p>
<p>A segunda fotogaleria, publicada em Agosto, trata de <a title="Uma caixa mágica" href="http://www.publico.pt/multimedia/fotogaleria/caixa-magica-no-jardim-322682#/0" target="_blank">Uma caixa mágica</a> que os arquitectos Christ Gantenbein construíram num jardim de Basileia.</p>
<p>A terceira fotogaleria, de Outubro, apresenta uma <a title="Fábrica de Rigor" href="http://www.publico.pt/multimedia/fotogaleria/fabrica-de-rigor-326365#/0">Fábrica de rigor</a>, cuja construção está agora a concluir-se, projecto do arquitecto Nuno Brandão Costa em Recarei, Paredes.</p>
<p>A mais recente fotogaleria, de Novembro, <a title="A invenção da natureza" href="http://www.publico.pt/multimedia/fotogaleria/a-invencao-da-natureza-328104#/10" target="_blank">A invenção da natureza</a>, traz-nos um pavilhão de jardim projectado e construído pelos Pedro &amp; Juana, na cidade do México.</p>
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		<title>Editorial</title>
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		<pubDate>Sun, 27 Oct 2013 10:30:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>edit</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias J-A]]></category>
		<category><![CDATA[248]]></category>

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		<description><![CDATA[É preciso encontrar a medida certa das coisas. Quando os arquitectos fazem projectos, estão a decidir os termos físicos e funcionais de uma determinada realidade. Caso esta seja executada, importa ter decidido bem. É certo e sabido que, em primeiro lugar, os arquitectos configuram programas e ambições que os precedem, fazem parte de uma cadeia de transformação e produção do ambiente construído. Por isso, não faz sentido imputar-lhes responsabilidades que, enquanto técnicos e prestadores de serviços, não têm. Por outro lado, ao assumirem a coordenação técnica na construção de obras que transformam a paisagem num determinado sentido, estão a ocupar uma posição social de relevo e passam a legitimar processos, quer a montante, quer a jusante da sua própria actuação.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><strong><a href="http://arquivo2.jornalarquitectos.pt/wp-content/uploads/249.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-1589" alt="© Museu Marítimo de Ílhavo/Câmara Municipal de Ílhavo (CDI-MMI/CIEmar nº 249)" src="http://arquivo2.jornalarquitectos.pt/wp-content/uploads/249.jpg" width="700" height="558" /></a>MARÉ-ALTA</strong></p>
<p>É preciso encontrar a medida certa das coisas. Quando os arquitectos fazem projectos, estão a decidir os termos físicos e funcionais de uma determinada realidade. Caso esta seja executada, importa ter decidido bem. É certo e sabido que, em primeiro lugar, os arquitectos configuram programas e ambições que os precedem, fazem parte de uma cadeia de transformação e produção do ambiente construído. Por isso, não faz sentido imputar-lhes responsabilidades que, enquanto técnicos e prestadores de serviços, não têm. Por outro lado, ao assumirem a coordenação técnica na construção de obras que transformam a paisagem num determinado sentido, estão a ocupar uma posição social de relevo e passam a legitimar processos, quer a montante, quer a jusante da sua própria actuação.</p>
<p>Os artigos deste J–A ilustram o debate contemporâneo sobre o papel do arquitecto na sociedade: desde a renúncia da arquitectura até à sua exploração mediática, do falhanço da especulação imobiliária ao êxito de certas iniciativas públicas e privadas. Em todos os casos, o cliente e o sistema de relações que os arquitectos estabelecem com a encomenda determinam o seu grau de responsabilidade. E esse grau, ou os riscos que se correm nesse compromisso, determinam as formas das arquitecturas. Uma grande obra, capaz de infra-estruturar um território, é uma forma concreta de inteligência e capacidade. Por outro lado, o projecto que mal passou da gaveta por ingerência ou ingenuidade encontra a sua forma no vazio que deixa atrás de si.</p>
<p>É o que cabe dizer olhando para um mapa do território alentejano onde se plasma um sem-fim de operações imobiliárias de grande escala, subscritas por arquitectos de renome. Sabe-se que essa subscrição não foi propriamente “participativa”. Servindo interesses privados, a leste das populações circundantes, modelos urbanos e financeiros antecederam a actuação dos arquitectos. Por isso, a falência da maioria destas operações não resultou da maior ou menor competência dos projectos, mas sim da incapacidade dos promotores em cumprir os planos. Neste caso, os arquitectos foram empregados como garantia de <i>excelência</i>, para contribuírem com as suas qualidades “artísticas” e “técnicas”. Adoçaram operações de <i>marketing</i>, em busca de avultados financiamentos europeus. Também se sabe que, no momento da falência, os arquitectos foram os primeiros a não ser pagos. Mais intrigante que a cobertura arquitectónica a um modelo turístico que se sabe ser predatório é a incapacidade de os agentes de planeamento fazerem face ao conluio entre os interesses económicos e o poder político. Em ambos os casos é fundamental descobrir um ponto de equilíbrio para o exercício da profissão e, naturalmente, para o exercício da cidadania.</p>
<p>Neste J–A apontamos alguns sinais desse equilíbrio, pela positiva. Assim acontece com a requalificação do extenso conjunto residencial de Vila d’Este, em Vila Nova de Gaia. E também com o Percurso Pedonal Assistido de Montemor-o-Velho. O sucesso destas operações começa num diagnóstico pragmático dos problemas a resolver. Sem quixotismos nem pompa, os respectivos projectos encontraram uma medida do possível com um objectivo muito concreto. Trata-se de organizar recursos através do espaço e da construção, com vista a criar melhores condições de vida. Este princípio de realidade é fundamental e não deve ser dado como garantido. Perder o norte, correndo atrás de ambições irrealistas ou alimentando manias provincianas de grandezas, continua a acontecer com frequência.</p>
<p>Um bom exemplo da tendência para esse desequilíbrio é a abstracção crítica que paira em torno das capacidades tecnológicas que temos – ou que não temos – para acompanhar certos desenvolvimentos. As tecnologias digitais ao serviço da arquitectura estão divididas, <i>grosso modo</i>, em três frentes: a manipulação de sistemas paramétricos geradores de forma; a robotização dos processos construtivos e os sistemas de controlo de fabricação; e, finalmente, a gestão do projecto e da manutenção e utilização dos edifícios. Perante tantas frentes de trabalho, o que fazer com o digital num país como Portugal? Por mais que a miragem do novo fascine mundos e fundos, convém lembrar que este país muitas vezes não tem dinheiro nem cultura para garantir uma fossa séptica. Soa estranho clamar por equilíbrio num lugar cheio destas assimetrias, num momento em que tudo parece ruir. Por isso mesmo, a arquitectura carece de bom senso para ser partilhada. Talvez o desequilíbrio anteceda o projecto, ou a sua prática, mas temos de estar seguros do que fazemos para enfrentar as ondas desta “maré-alta”.</p>
<p><b>A direcção do J–A</b></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Este texto foi publicado no J-A 248, Set — Dez 2013.</p>
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		<title>A METÁFORA DO ARAME</title>
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		<pubDate>Thu, 10 Oct 2013 12:13:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>edit</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias J-A]]></category>

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				<content:encoded><![CDATA[<p><strong>APRESENTAÇÃO DO NÚMERO 248 SEGUIDA DE DEBATE</strong></p>
<p>Estamos em crise, mas ainda assim há arquitectura. Ao longo de 2013 o J–A publicou projectos, edifícios em construção e obras construídas. E muitas outras coisas, da nossa realidade. Debateu-se a arquitectura, bem como as suas formas e factos. A profissão continua porém a caminhar sobre a corda bamba, num equilíbrio precário com muitos obstáculos. É esta a metáfora do arame. Não obstante, também se vislumbram novos horizontes. O J–A vai à sede da Trienal de Arquitectura de Lisboa debater o que tem publicado e o que publicará, numa conversa em “discurso directo” a partir das escolhas de elementos da sua equipa editorial.</p>
<p><strong>25 OUT. 2013 | 19H00 | Sede da Trienal de Arquitectura de Lisboa</strong></p>
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		<title>DEBATE A CÉU-ABERTO</title>
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		<pubDate>Tue, 11 Jun 2013 15:21:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>andre</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias J-A]]></category>
		<category><![CDATA[247]]></category>

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		<description><![CDATA[O número 247 do Jornal Arquitectos foi apresentado publicamente na Costa da Caparica na passada sexta-feira dia 7 de Junho e no sábado, dia 8, houve nova apresentação no Porto, na garagem das casas de Álvares Cabral, num debate a céu-aberto. A publicação do segundo número da nova série do]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>O número 247 do Jornal Arquitectos foi apresentado publicamente na Costa da Caparica na passada sexta-feira dia 7 de Junho e no sábado, dia 8, houve nova apresentação no Porto, na garagem das casas de Álvares Cabral, num debate a céu-aberto.</p>
<p>A publicação do segundo número da nova série do J–A deu o mote para um conjunto de reflexões e troca de opiniões sobre os artigos já publicados, as suas fraquezas e virtudes, bem como sobre a orientação e estratégias para os números que estão em preparação.</p>
<p>Enquanto avança a edição do número 248, que chegará ao público nos primeiros dias de Outubro, o J–A iniciou uma parceria com o <span style="text-decoration: underline;"><a title="Jornal Público" href="http://www.publico.pt/multimedia/fotogaleria/um-estadio-entre-as-fabricas-321295#/0" target="_blank">Jornal Público</a></span>, onde serão publicadas mensalmente fotogalerias de alguns projectos seleccionados.</p>
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		<title>EDITORIAL</title>
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		<pubDate>Wed, 01 May 2013 10:00:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>edit</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias J-A]]></category>
		<category><![CDATA[247]]></category>

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		<description><![CDATA[A arquitectura está refém da sua suposta inutilidade. À falta de investimento na construção, as competências próprias da disciplina são tidas como dispensáveis. A urgência do quotidiano mobiliza recursos noutras direcções, e os arquitectos são instados a mudar de profissão ou a emigrar. Esta lógica é equívoca: a arquitectura não é apenas um saber instrumental à mercê das flutuações do mercado; a arquitectura é uma forma de conhecimento útil nas mais variadas circunstâncias. Só que a falta de encomenda, depois de anos de excesso da mesma, deixa a profissão num impasse que a fragiliza. Será que os arquitectos só servem para desenhar edifícios ou para coordenar planos de urbanização?]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><b>Combate e táctica</b></p>
<p>A arquitectura está refém da sua suposta inutilidade. À falta de investimento na construção, as competências próprias da disciplina são tidas como dispensáveis. A urgência do quotidiano mobiliza recursos noutras direcções, e os arquitectos são instados a mudar de profissão ou a emigrar. Esta lógica é equívoca: a arquitectura não é apenas um saber instrumental à mercê das flutuações do mercado; a arquitectura é uma forma de conhecimento útil nas mais variadas circunstâncias. Só que a falta de encomenda, depois de anos de excesso da mesma, deixa a profissão num impasse que a fragiliza. Será que os arquitectos só servem para desenhar edifícios ou para coordenar planos de urbanização?</p>
<p>Perante o impasse social que habitamos, outros saberes fazem valer melhor as suas competências: o <i>marketing</i> ou o <i>design</i>, por exemplo, incutem nos objectos do seu trabalho pretensas mais-valias, obtidas a partir de um investimento moderado. A concorrência, que não vem do campo irmão da engenharia, gera fricções e alternativas à prática profissional, as quais, apesar de serem capazes de extravasar os actos próprios da profissão, se alimentam do conhecimento disciplinar da arquitectura. A convivência e a partilha são úteis, mas têm gerado alguma confusão. Porque há uma tendência voraz para a especialização, têm também provocado alguns extremismos inúteis.</p>
<p>Um dos perigos que hoje espreitam a cultura arquitectónica é, precisamente, o afastamento de dois pólos: um profissional, outro alternativo. Tal afastamento reflecte-se numa profissão surda à produção de conhecimento, o qual se expande por diferentes áreas de actuação e origina, por outro lado, formas de descoberta e investigação em arquitectura desinteressadas do quotidiano da prática construtiva. O desafio é encontrar pontos de contacto entre estes universos e gerar práticas críticas e analíticas capazes de atravessar fronteiras que, na nossa opinião, tendem a tornar-se cada vez mais estanques. Talvez assim a arquitectura possa reencontrar uma posição social de relevo e contribuir para a sua reinvenção necessária e urgente.</p>
<p>Para estabelecer a ponte entre as diferentes formas de conhecimento e o exercício profissional é necessário entrar num território de combate. Os artigos deste número do J–A dão conta desse território. Perante a falta de encomenda, não é difícil, para mentes treinadas na transformação do mundo físico, compreender o alcance social destas transformações. A mobilização das populações, em processos participativos ou reivindicativos é um mecanismo eficaz para dar uso e forma ao saber arquitectónico. Essa prática, como tem sido levada a cabo em muitos contextos, tem trazido resultados positivos e recompensadores, quer na satisfação profissional dos arquitectos, quer na melhoria efectiva das condições de vida de muitas populações. Como se inicia essa prática? Ao contrário da fórmula mágica e cada vez mais complexa do arquitecto enquanto autor, são cada vez mais frequentes e competentes os mecanismos de acção colectiva, em que se convocam diferentes aspectos de saberes disciplinares para actuar com acutilância. Isso faz-se valorizando as competências próprias de cada indivíduo, e não um eventual padrão corporativo da profissão. Muitas vezes, o difícil é preservar nessas estratégias de acção alguns valores clássicos da arquitectura, nomeadamente o rigor de composição formal ou o controlo tecnológico dos sistemas de construção. E se os arquitectos prescindem da base estruturante do seu saber, correm o risco de se dissolver noutros campos profissionais, ou numa lógica de mercado que já não os contempla.</p>
<p>Um segundo aspecto deste combate é o marasmo institucional em que estamos atolados. As formas convencionais da prática da arquitectura confrontam-se com instituições incapazes – por ingenuidade, megalomania, negligência ou pura incompetência – de actuar com eficácia e perseverança, adequando os projectos às suas condições de execução. Num momento em que escasseia o dinheiro disponível, a adequação é fundamental. Se por um lado devemos exigir a renovação da cultura institucional, por outro lado também existem soluções e tácticas de projecto capazes de responder com singeleza e eficácia às condições de escassez com que somos confrontados. No plano de uma prática convencional do projecto, esta adequação é cada vez mais urgente, sobretudo quando o confronto com uma realidade construtiva cruel e com recursos limitados já tornou perceptível que os esforços de desenho e de exuberância formal ou tecnológica estão condenados ao fracasso.</p>
<p><strong>A Direcção do J–A</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Este texto foi publicado no J-A 247, Mai — Ago 2013.</p>
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		<title>Lançamento do n.º 246</title>
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		<pubDate>Wed, 03 Apr 2013 16:35:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>edit</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias J-A]]></category>
		<category><![CDATA[246]]></category>

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		<description><![CDATA[Durante uma pequena trégua da chuva que se fez sentir em Lisboa, no passado sábado dia 30 de Março, o Jornal Arquitectos n.º 246 (J-A para os amigos) foi apresentado no cinema São Jorge. Depois de a maioria dos textos terem sido progressivamente disponibilizados on-line e de a revista ter sido]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Durante uma pequena trégua da chuva que se fez sentir em Lisboa, no passado sábado dia 30 de Março, o Jornal Arquitectos n.º 246 (J-A para os amigos) foi apresentado no cinema São Jorge. Depois de a maioria dos textos terem sido progressivamente disponibilizados <i>on-line </i>e de a revista ter sido distribuída por correio aos seus assinantes e aos membros da Ordem dos Arquitectos com as quotas em dia, assinalou-se o lançamento do primeiro número da nova série do J-A.</p>
<p>A ocasião foi também a oportunidade de assistir à estreia do filme <a href="http://vimeo.com/62443816" target="_blank"><span style="text-decoration: underline;">A encomenda</span></a>, uma curta-metragem de Manuel Graça Dias sobre a Casa de Albarraque, uma obra de Raúl Hestnes Ferreira. O filme integra a <a href="http://www.rupturasilenciosa.com" target="_blank"><span style="text-decoration: underline;">Ruptura Silenciosa</span></a>, um projecto de investigação que explora a relação entre a história do espaço urbano, da arquitectura e das imagens em movimento, concentrando o olhar nos acontecimentos sociais, culturais e políticos da década de 60 e inícios de 70. Também estreou em Lisboa <a href="http://vimeo.com/35377270" target="_blank"><span style="text-decoration: underline;">A casa do lado</span></a>, uma curta de Luís Urbano sobre a Vill&#8217;Alcina, uma obra de Sergio Fernandez. <a href="http://vimeo.com/33913409" target="_blank"><span style="text-decoration: underline;">Sizígia</span></a>, realizado por Luís Urbano sobre a Piscina das Marés, obra da autoria de Álvaro Siza, a curta que completa a trilogia inicial deste projecto cinematográfico não teve oportunidade para ser exibido pelos melhores motivos: está seleccionado para competição na edição que se avizinha do festival de cinema <a href="http://www.indielisboa.com/" target="_blank"><span style="text-decoration: underline;">indielisboa&#8217;13</span></a>. As projecções foram seguidas por uma conversa amena moderada por Diogo Seixas Lopes com Alexandra Areia, Manuel Graça Dias e Luís Urbano. O público, que encheu a sala com simpatia e boa disposição, participou na conversa com entusiasmo e energia redobrada. A sessão contou com a parceria estratégica da EGEAC e a co-produção do Cinema São Jorge.</p>
<p>Esta foi a segunda apresentação pública da nova série do J-A, depois de no dia 12 de Dezembro de 2012, no Palácio Pombal (actual sede da plataforma artística Carpe Diem) ter sido apresentada a nova estratégia e equipa editorial que conduzem o J-A no biénio 2013-14. Essa estreia do novo J-A foi seguida por uma conferência e debate com Justin McGuirk sobre a exposição Torre David: Gran Horizonte, de que foi curador em conjunto com Urban Think Tank. Torre David, uma torre de escritórios de 45 pisos em Caracas projectada pelo arquitecto venezuelano Enrique Gómez, estava quase completa quando foi abandonada na sequência da morte do seu promotor, David Brillembourg, em 1993 e do colapso da economia venezuelana em 1994. Hoje é a casa improvisada de uma comunidade com mais de 750 famílias que a habitam numa ocupação à margem da lei a que alguns chamaram favela vertical. Os autores da exposição lançam um apelo às armas aos seus pares arquitectos para verem nos assentamentos informais do mundo um potencial para inovação e experimentação, com o objectivo de colocar o projecto ao serviço de um futuro mais sustentável e equilibrado. Esse evento foi possível graças ao patrocínio exclusivo da <a href="http://www.vmzinc.pt" target="_blank">VMZinc</a>, uma marca Umicore.</p>
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